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O
que é a osteoporose?
A
osteoporose é uma doença que leva a uma fragilidade dos ossos,
acarretando alto risco de fraturas. As fraturas osteoporóticas mais
freqüentes ocorrem na coluna vertebral, quadril e ossos do punho.
Quais
são os fatores de risco?
Quando
maior a idade, maior o risco de apresentar osteoporose em ambos os
sexos. Com a instalação da menopausa e a conseqüente queda dos níveis
do hormônio estrógeno, as mulheres em geral podem evoluir para
osteoporose. A queda dos hormônios sexuais no sexo masculino também
pode levar à doença. Outros fatores de risco incluem: histórico
familiar de osteoporose, composição corporal magra, menopausa precoce,
doenças crônicas que tenham acometido jovens dos 10 aos 18 anos de
idade (fase essencial para a aquisição de massa óssea), dieta pobre
em alimentos como leite e derivados, tabagismo, alcoolismo,
sedentarismo, hipertiroidismo, hiperparatiroidismo, doenças renais, hepáticas
e pulmonares crônicas, câncer, doenças intestinais de má absorção
e uso prolongado de corticosteróides. O conhecimento destes fatores de
risco é fundamental para a prevenção da doença.
Quais
são as conseqüências da osteoporose?
A
osteoporose é uma doença insidiosa cujos sintomas podem passar
despercebidos durante muitos anos. Isso explica o motivo de muitos casos
serem diagnosticados numa fase mais adiantada da doença. Quando sintomática,
osteoporose está associada a perda de altura, cifose, deformidade óssea
e dor, esta última geralmente já indicativa de uma fratura. A fratura
osteoporótica muitas vezes ocorre secundária a mínimos traumas. As
complicações associadas a uma fratura de colo do fêmur,
principalmente no idoso, incluem embolia ou infecção pulmonar devido
ao longo período de imobilização. Cerca de metade desses pacientes não
voltarão a ter autonomia do membro fraturado.
Como
diagnosticar a doença?
O
exame de densitometria óssea é a que mais fornece informações para o
diagnóstico e o acompanhamento de qualquer tratamento. Entretanto, além
do diagnóstico da doença por meio da densitometria, é importante
descobrir suas causas.
Como
é exame de densitometria óssea?
Trata-se
um exame rápido, indolor e que envolve mínimas doses de radiação. É
capaz de quantificar a massa óssea e informar se, naquele momento, a
pessoa apresenta uma massa óssea normal, osteopenia ou se já tem
osteoporose. Por osteopenia, entende-se uma massa óssea reduzida, que
pode evoluir para osteoporose. Rotineiramente, as regiões estudadas são
o colo de fêmur (local onde as fraturas estão relacionadas às
complicações mais severas) e as vértebras lombares (onde a perda é
maior e mais rápida após a menopausa). Essa duas regiões geralmente são
suficientes para refletir o que acontece em todo o esqueleto. Para
realizar o exame, nenhum preparo especial é necessário.
Quando
uma densiometria óssea deve ser repetida?
Como
o metabolismo do osso é muito lento, um exame como a densiometria óssea
deve ser repetido em intervalos mínimos de 1 a 2 anos. A dosagem de
marcadores de remodelação óssea no sangue e urina pode fornecer ao médico
informações mais precoces sobre a eficácia de tratamento.
Qual
a ingestão ideal de cálcio para se evitar a osteoporose?
A
ingestão diária de cálcio para crianças de até 6 meses é de 360mg;
para as de 6 meses a 1 ano, 540mg; de 1 a 10 anos, 1080mg; dos 11 aos 18
anos, 1200mg, e dos 19 anos em diante, 800mg. Gestantes e mulheres que
estão amamentando devem ingerir 1200mg. O cálcio esta presente
basicamente no leite e nos derivados. Por exemplo, um copo de leite
integral ou desnatado contem basicamente a mesma quantidade de cálcio
(248mg). Uma fatia média (de 30g) de queijo fresco contem 205mg de cálcio.
Qual
atividade física é recomendada para quem tem ou para quem evitar a
osteoporose?
A
atividade física estimula a formação óssea e fortalece a musculatura
e, por conseqüência, o esqueleto. Recomenda-se que a criança e o
jovem tenham uma vida bem ativa, independente do(s) esporte(s) que
venham a praticar. Aos adultos, são indicados exercícios com peso e de
impacto, como correr, caminhar e pedalar. A hidroginástica pouco ajuda
como única atividade física preventiva, pois o treinamento na água
elimina a força da gravidade. Em pessoas com osteoporose instalada e já
com limitação de movimentos, a hidroginástica é um bom começo, no
sentido de melhorar a força muscular e o equilíbrio.
A
doença tem tratamento?
Como
em qualquer doença, quanto mais precoce o diagnóstico melhor tende a
ser a resposta ao tratamento instituído. O tratamento vai depender da
sua causa, podendo melhorar muito apenas com o controle de uma doença
de base (por exemplo, o hipertiroidismo). Medidas como o aumento na
ingestão de cálcio e a pratica regular de atividades física são
recomendáveis. Atualmente, existem várias medicações que podem
diminuir a velocidade de perda óssea ou até estimular a sua formação
óssea, mas a indicação precisa vai depender de cada caso.
O
que mais pode ser feito para prevenir a ocorrência de fraturas em que já
tem osteoporose?
Além
do aumento na ingestão de cálcio, a pratica regular de atividades física
e a instituição de tratamento adequada, é muito importante a prevenção
de quedas: 90% das fraturas em idosos ocorrem no próprio domicilio.
Desta forma, conselhos como evitar pisos escorregadios, não andar pela
casa no escuro, descer a escada sempre segurando o corrimão, estimular
o idoso a andar com apoio, bengala ou andadores, quando necessário,
devem ser sempre lembrados.
Previna-se
contra a osteoporose
Apesar
da osteoporose ser um problema mais freqüente em mulheres na pós-menopausa,
é uma doença que pode ocorrer em ambos os sexos, sendo a ocorrência
de uma fratura a sua mais temida conseqüência. Vários são os fatores
que podem levar a uma menor formação óssea e/ou a uma acelerada perda
óssea, contribuindo para o aparecimento ou piora da osteoporose. Neste
sentido, o conhecimento dos fatores de risco para o desenvolvimento
desta doença pode ser muito importante para a sua prevenção, diagnóstico
e acompanhamento.
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