1) Chame rapidamente o socorro médico. Lembre-se: no caso de
afogamento, cada minuto perdido diminui muito a chance de
recuperação.
2) Enquanto a ajuda não chega, coloque a vítima deitada de
costas (barriga para cima), em um declive, com a cabeça mais baixa
que o corpo. Cuidado: não dobre nem vire o pescoço do afogado.
3) Não tente retirar a água dos pulmões.
4) Descubra se a pessoa está respirando: ouça sua
respiração e observe se o tórax se movimenta.
5) Se a vítima não for capaz de respirar, comece,
urgentemente, a respiração boca-a-boca.
Aprenda a fazer respiração boca-a-boca
6) Verifique também os batimentos cardíacos. Para sentir a
pulsação, coloque as pontas dos dedos indicador e médio na virilha
ou no pescoço da vítima, ao lado da traquéia.
7) Se a pulsação estiver ausente ou a pupila dilatada, o
coração deve ter parado. É preciso fazer então uma massagem
cardíaca.
Aprenda a fazer massagem cardíaca
8) Intercale duas respirações para cada 15 massagens
cardíacas. Se houver outra pessoa ajudando, uma pessoa deve fazer a
respiração e outra a massagem - neste caso, faça uma respiração a
cada cinco massagens.
9) Insista na ressuscitação pelo máximo de tempo que você
for capaz de aguentar. masssagem por 20 minutos. - mass. resp:
continua. A vítima pode se recuperar mesmo após muito tempo nessa
situação.
10) Quando a pessoa recuperar respiração e batimentos,
deixe-a deitada de lado, com um braço abaixo da cabeça. Não permita
que ela saia do repouso antes da chegada do socorro médico.
11) Aqueça a vítima. Se possível, leve o afogado para um
local quente. Retire sua roupa molhada e cubra-a com cobertores,
toalhas ou o que estiver à mão. Se a pessoa estiver consciente,
ofereça uma bebida morna, doce e não alcoólica. Não tente aquecê-la
rapidamente com um banho de água quente para evitar choque térmico.
Friccionar braços e pernas pode ajudar a estimular a circulação.
O Dr. Marcelo Calil Burihan atende nos hospitais Santa
Marcelina e Santa Marina, leciona na Faculdade de Medicina de Santo
Amaro e deu consultoria para esta reportagem.
Bianca Piragibe/ Redação Terra.