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DEZ DICAS PARA SE PROTEGER
DO CÂNCER
RADIAÇÃO
Estima-se que menos de 3% dos cânceres resultem da exposição às
radiações ionizantes. Estudos feitos entre os sobreviventes da explosão
das bombas atômicas e entre pacientes que se submeteram à radioterapia,
mostraram que o risco de câncer aumenta em proporção direta à dose de
radiação recebida, e que os tecidos mais sensíveis às radiações
ionizantes são o hematopoético, o tiroidiano, o mamário e o ósseo. As
leucemias ocorrem entre 2 e 5 anos após a exposição, e os tumores
sólidos surgem entre 5 e 10 anos.
O risco
de desenvolvimento de um câncer é significantemente maior, quando a
exposição dos indivíduos à radiação aconteceu na infância. Porém, em que
pesem as explosões nucleares, a radioterapia e as fontes ambientais, o
contato do homem com as radiações ionizantes faz-se, principalmente, por
intermédio da realização de exames radiológicos.
No
Brasil, o uso abusivo de abreugrafias, feitas em aparelhos antigos e de
má manutenção, submete a população a um excesso de radiações ionizantes.
A dose utilizada para um único exame deste corresponde à dose de dezenas
de telerradiografias de tórax. O menor custo da abreugrafia, o
tradicionalismo do seu uso e um suposto nacionalismo são argumentos
freqüentemente utilizados para justificar-se o excesso da sua
solicitação. Soma-se a isto a exigência que se faz deste exame, no
Brasil, para efeito de admissão ao trabalho. Felizmente, nos últimos
anos, os critérios técnicos vêm se impondo, limitando a utilização da
abreugrafia. É necessário definir, se o mesmo vem ocorrendo com relação
aos outros exames radiológicos.
Exposição Excessiva à Radiação Solar
No
Brasil, o câncer mais freqüente é o de pele, correspondendo a cerca de
25% de todos os tumores diagnosticados em todas as regiões geográficas.
A radiação ultra-violeta natural, proveniente do sol, é o seu maior
agente etiológico.
De
acordo com o comprimento de onda, os raios ultra-violetas (raios UV) são
classificados em raios UV-C, em raios UV-A (320-400nm) e em raios UV-B
(280-320nm). Os raios UV-B são carcinogênicos, e a sua ocorrência tem
aumentado muito, progressivamente à destruição da camada de ozônio, o
que tem permitido, inclusive, que raios UV-C alcancem mais a atmosfera
terrestre, e estes são muito mais potencialmente carcinogênicos. Por sua
vez, os raios UV-A independem daquela camada, e causam câncer de pele em
quem se expõe a eles em horários de alta incidência, continuamente e ao
longo de muitos anos. As pessoas de pele clara que vivem em locais de
alta incidência de luz solar são as que apresentam maior risco. Como
mais de 50% da população brasileira têm pele clara e se expõem ao sol
muito e descuidadamente, seja por trabalho, seja por lazer, e o país
situa-se geograficamente numa zona de alta incidência de raios
ultra-violeta, nada mais previsível e explicável do que a alta
ocorrência do câncer de pele entre nós.
Dois
mecanismos podem estar envolvidos na indução do câncer de pele por raios
UV: alteração do ADN - ácido desoxirribonucléico - pela formação de
dímeros de pirimidina, e a supressão imunológica. Os pacientes com
xeroderma pigmentoso, uma afecção caracterizada por um defeito
hereditário dos mecanismos de reparação do ADN, são particularmente
suscetíveis à ação carcinogênica dos raios UV.
Como
se Proteger da Radiação Solar
As
pessoas que se expõem ao sol de forma prolongada e freqüente, por
atividades profissionais e de lazer, constituem o grupo de maior risco
de contrair câncer de pele, principalmente aquelas de pele clara.
Sob
circunstâncias normais, as crianças se expõem anualmente ao sol três
vezes mais que os adultos. Pesquisas indicam que a exposição cumulativa
e excessiva durante os primeiros 10 a 20 anos de vida aumenta muito o
risco de câncer de pele,mostrando ser a infância uma fase
particularmente vulnerável aos efeitos nocivos do sol sobre esse órgão.
O clima
tropical, a grande quantidade de praias, a idéia de beleza associada ao
bronzeamento, principalmente entre os jovens, e o trabalho rural
favorecem a exposição excessiva à radiação solar.
Para a
prevenção não só do câncer de pele como também das outras lesões
provocadas pelos raios UV é necessário evitar a exposição ao sol sem
proteção. É preciso incentivar o uso de chapéus, guarda-sóis, óculos
escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre e
evitar a exposição em horários em que os raios ultravioleta são mais
intensos, ou seja, das 10 às 16 horas.
Grandes
altitudes requerem cuidados extras. A cada 300 metros de altitude,
aproximadamente, aumenta em 4% a intensidade da vermelhidão produzida na
pele pela luz ultravioleta. A neve, a areia branca e as superfícies
pintadas de branco são refletoras dos raios solares. Portanto, nessas
condições, os cuidados devem ser redobrados.
Considerando-se que os danos provocados pelo abuso de exposição solar é
cumulativo, é importante que cuidados especiais sejam tomados desde a
infância mais precoce.
Filtros Solares - Recomendações
Os
filtros solares são preparações para uso tópico que reduzem os efeitos
deletérios da radiação ultravioleta.
Porém,
cuidado! Nem todos os filtros solares oferecem proteção completa para os
raios UV-B e raios UV-A. Além disso, suprimem os sinais de excesso de
exposição ao sol, tais como as queimaduras, o que faz com que as pessoas
se exponham excessivamente às radiações que eles não bloqueiam, como a
infravermelha. Criam, portanto, uma falsa sensação de segurança e
encorajam as pessoas a se exporem ao sol por mais tempo.
Devemos,
portanto, entender que o uso do filtro solar não tem como objetivo
permitir o aumento do tempo de exposição ao sol, nem estimular o
bronzeamento. É importante lembrar, também, que o real fator de proteção
varia com a espessura da camada de creme aplicada, a freqüência da
aplicação, a perspiração e a exposição à água.
É
recomendado que durante a exposição ao sol sejam usados filtros com FPS
de 15 ou mais.Também devem ser tomadas precauções na hora de se escolher
um filtro solar, no sentido de se procurarem os que protegem também
contra os raios UV-A. Os filtros solares devem ser aplicados antes da
exposição ao sol e reaplicados após nadar, suar e se secar com toalhas.
(Fonte:
Instituto Nacional do Câncer)
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