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DHEA
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| NÍVEIS SANGUÍNEOS DE SULFATO DE DHEA
ENCONTRADOS NA POPULAÇÃO
em mcg/dl |
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| IDADE | MULHERES | HOMENS |
| crianças<12 anos | 30 a 254 | 30 a 254 |
| 12 a 29 | 65 a 380 | 280 a 640 |
| 30 a 39 | 45 a 270 | 120 a 520 |
| 40 a 49 | 32 a 240 | 95 a 530 |
| 50 a 59 | 26 a 200 | 70 a 310 |
| 60 a 69 | 10 a 130 | 42 a 290 |
| 70 a 19 | 10 a 90 | 28 a 175 |
Possíveis Efeitos Terapêuticos
Memória
Ainda são contraditórios os resultados científicos sobre as influências da DHEA
sobre a melhora da memória ou sobre a prevenção do declínio cognitivo. Alguns
autores mostram resultados promissores (Markowski 2001; Mathis, 1999), enquanto
outros afirmam nulidade ou resultados nada expressivos (Moffat, 2000; Almeida,
2001; Carlson, 1999; Huppert, 2000).
Imunidade
As primeiras pesquisas relacionando os níveis de DHEA foram feitas em pacientes
com doenças crônicas, AIDS, sífilis congênita e queimados. Também os pacientes
sob cuidados intensivos mostraram baixos níveis desse precursor hormonal, com
uma redução significante da relação DHEA/cortisol. As pesquisas nessa área têm
sido mais concordantes entre vários autores.
Uma boa parte dos trabalhos conclui que nas doenças graves os níveis de cortisol sobem às custas de outros esteróides, inclusive DHEA. A ação imunoestimulante da DHEA pode ser motivada por bloqueio dos corticóides ou por modulação da síntese das chamadas linfocinas (Morfin, 2000; Christeff, 2000; Clerici, 2000; Padgett, 2000; Cutolo, 2000).
Obesidade
Alguns autores têm pesquisado as relações da DHEA com a obesidade, notadamente
com a obesidade que o envelhecimento predispõe. Alguns estudos realizados com
camundongos (Richards, 1999), onde foi verificado que a DHEA evitou o
desenvolvimento da obesidade. Também em idosos humanos procurou-se estabelecer
as relações DHEA/obesidade com resultados muito promissores (Jankowska, 2000).
A DHEA parece ser um agente estimulante da termogênese (geração de calor), fazendo com que o corpo gaste mais energia mobilizando assim as gorduras, ao mesmo tempo em que aumentaria a massa muscular. Também a enzima G6PD, formadora de grande quantidade de radicais livres, é inibida pela DHEA, a qual, atuando como verdadeiro anti-radical livre, protege a integridade celular.
Sistema nervoso
Há anos a DHEA vem sendo relacionada com a melhora da inteligência, cognição e
sensibilidade. Os resultados ainda são acanhados, contraditórios mas, não
obstante, algo esperançosos.
Os presumíveis efeitos antidemenciais ou antienvelhecimento da DHEA ganharam
destaque através do livro de Eugene Roberts, Smart Drugs e Nutrients. O
termo Smart Drugs ganhou espaço na mídia, mais que nos meios científicos,
a partir de linhas de pesquisa estabelecidas nas universidades americanas de
Nova Iorque e da Califórnia, onde vários pesquisadores iniciaram estudos sobre
como melhorar o desempenho da mente humana. As drogas ou substâncias capazes de
melhorar aspectos do desempenho mental, seja na memória, entendimento,
concentração, vigília, etc, foram apelidadas Smart Drugs ou, em
português, Drogas da Esperteza (Dermival Pansera).
Embora alguns estudos mostrem uma relação significativa entre Doença de
Alzheimer e baixas concentrações da DHEA (Murialdo, 2000), ainda faltam
pesquisas suficientes para recomendar o tratamento com DHEA para a melhoria no
estado de ânimo, para o incremento da inteligência ou da cognição, como querem
crer alguns pesquisadores mais intrépidos.
Envelhecimento
O cortisol aumentado induz (ou acompanha?) ao envelhecimento cerebral, o
declínio imunológico, etc. Esta diminuição pode ser, juntamente com outros
fatores, responsável por algumas características da terceira idade, tais como
diminuição da capacidade cognitiva e da imunidade.
É tão estreita a relação baixa de DHEA/envelhecimento, que este esteróide tem
sido utilizado como marcador biológico do envelhecimento, pois níveis baixos são
equivalentes a um grau mais avançado de aterosclerose, maior incidência de
doença cardiovascular, de tumores malignos, resistência à insulina com propensão
a diabetes, declínios cognitivos, doença degenerativa cerebral.
Também foram encontrados níveis baixos de DHEA em pacientes com osteoporose, com
tumores de mama e em 11 de 13 pacientes com leucemia (Demeter, 1991).
Há uma tendência moderna em crer-se que sua aplicação terapêutica tornaria
possível uma menor e mais lenta evolução desses processos degenerativos. Com a
reposição hormonal, muitos desses sintomas tenderiam a se retardar.
Precauções e Cuidados
A utilização do DHEA como droga "Anti-envelhecimento" deve ser feita sob estrita
observação médica. Nos homens, o DHEA é responsável pelo aumento da testosterona
que irá se transformar em Dihidrotestosterona, substância que induz ao
crescimento das células prostáticas, tanto as normais quanto as tumorais.
Sendo assim, seu uso é terminantemente contra indicado nas hipertrofias
prostáticas severas e no câncer de próstata. É por isso que, para o uso da DHEA,
os homens têm que se submeter a um exame da próstata, incluindo a dosagem
sanguínea do PSA. É indicado para homens, acima dos 40 anos, o uso concomitante
de substâncias inibidoras da "5 alfa redutase" para diminuir a conversão da
Testosterona em Dihidrotestosterona.
As mulheres medicadas com DHEA devem se submeter a um exame ginecológico para
avaliar o estado das mamas e, se estiverem fazendo uso de reposição hormonal
estrogênica, a utilização concomitante com o DHEA deve seguir um controle mais
rígido para o ajuste da dose de ambos os hormônios, tendo em vista que o DHEA
irá se transformar, em parte, em estrogênio.
Está contra indicado o uso do DHEA na displasia mamária severa e nos casos de
câncer de mama.
Indicações
O DHEA tem sido indicado nos distúrbios da cognição em geral, na perda de
concentração, desinteresse sexual e baixa imunidade. Algumas clínicas
geriátricas recomendam esse esteróide na osteoporose, exatamente por ser ele um
precursor androgênico e estrogênico.
Atualmente os casos de Fadiga Crônica, a par dos outros fatores envolvidos nessa
síndrome, tal como as alergias alimentares, candidíase sistêmica, etc, a DHEA
propicia melhorias no quadro patológico.
Para a
Doença de Alzheimer, a DHEA demonstrou ser capaz de proteger os neurônios e
de aumentar a sua capacidade de estabelecer contato (axônios). Embora esses
efeitos tenham sido observados in vitro, muitos pesquisadores estão utilizando
este esteróide para evitar a progressão da doença.
Doses
Variam de acordo com a via de administração escolhida:
Uso oral : Cápsulas orais - com 50 a 250 mg por cápsula. Posologia: 1
cápsula duas vezes ao dia.
Uso sublingual: Cápsulas sublinguais com 25 a 100 mg por cápsula .
Posologia: 1 cápsula duas vezes ao dia.
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