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AMPUTAÇÕES DE MEMBROS INFERIORES
1) Introdução Não havendo solução e a amputação for necessária, além do trabalho psicológico é necessário orientar ao paciente, das providências e cuidados necessários para o uso de uma boa prótese, bem como o seu funcionamento, limpeza, etc.
2) No Dormir 2.1 – Do Colchão Não se deve dormir em colchão muito mole, pois poderá prejudicar o uso de próteses.
2.2 – Posições ao Dormir 2.2.1 – Não deitar com o joelho dobrado. 2.2.2 – Não deitar o coto debaixo da perna e nem do joelho. 2.2.3 – Não colocar almofadas entre as pernas. 2.2.4 – Não colocar almofadas nas costas. 2.2.5 – Não colocar almofadas debaixo da perna e nem do joelho. 2.2.6 – Não deitar de lado com a perna amputada sem apoio e dobrada. 2.2.7 – Não colocar o corpo na beira da cama. 2.2.8 – A posição correta e a mais anatômica possível.
3) Do Cuidado e da Limpeza do Coto 3.1 – Lavar diariamente com água e sabão ou sabonete neutro, usando sempre uma esponja macia e enxaguar bastante, para que não fique resíduo do sabão ou sabonete.
3.2 – Se possível após lavagem e enxugar bem, deixar um pouco no sol.
3.3 – Se o coto tiver “orelhas” e ficar dobrado, limpar com o mais cuidado possível, usando inclusive cotonetes.
3.4 – Após a limpeza descrita , passar álcool hidratado ou colônia neutra, e após seco, pode-se passar também um bom talco.
3.5 – Se após a limpeza (álcool, colônia ou talco) a pele continuar quebradiça, ressecada, fazer fricções com óleo ( de amêndoas ou coco ).
3.6 – Se notar alterações como eczemas, foliculite ( São pequenas inflamações na raiz do pelo), sentir dores, choques , alteração na cor ou temperatura, edema, comunicar ao seu médico e seu fisioterapeuta.
4) Do Enfaixamento do Coto Usar sempre duas ataduras elásticas de 10 cms de largura.
4.1 – Amputações acima do joelho. 4.1.1 – Começar colocando o final do rolo de ataduras, de 10ms de largura na parte superior da coxa, envolvendo o coto em direção a parte de trás. 4.1.2 – Passe o rolo através das pernas e sobre o final da parte da frente da coxa. 4.1.3 – Passe o rolo por trás e pela área mais baixa do estomago. 4.1.4 – Vai passando envolvendo-a em torno da coxa e pela área baixa do estomago, até que o rolo seja suspenso. Prender o final do rolo, com clips de metal ou alfinete. 4.1.5 – Usar o segundo rolo da atadura elástica e envolva o coto no sentido diagonalmente pela superfície exterior mais alta em direção a superfície inferior interna. 4.1.6 – O rolo de atadura deve-se ser colocado em torno do coto em sentido diagonalmente voltado para cima. 4.1.7 – O rolo deve seguir pela parte de trás superior do coto. 4.1.8 – Deve continuar envolvendo o coto sobrepondo a atadura, até que todo o coto esteja coberto. Prenda sempre envolvendo o final do segundo rolo com o primeiro, ou costure os dois antes.
5) Amputações abaixo do Joelho 5.1 – Colocar a atadura pelo lado de dentro da coxa, bem acima do joelho e desenrole-a de modo que esta seja colocada no sentido diagonal para baixo e pelo lado externo do coto, mantendo cerca de 2/3 da atadura elástica, esticada ao máximo. (4,5 metros)
5.2 – Coloque a atadura sabre a parte final da parte interna do coto, no sentido diagonalmente, subindo para o lado.
5.3 – Passando a atadura elástica pelo lado de trás e em torno do final do coto. Suba até o ponto inicial no lado de dentro da coxa.
5.4 – A atadura deve ir diagonalmente por trás e em volta do coto. A operação deve continuar envolvendo até o ponto inicial no lado de dentro da coxa e repetindo a seqüência de modo que todo o coto esteja coberto. O final da atadura é presa com clips ou alfinetes próprios especiais. É importante que a parte mais firme do enfaixamento seja o final do coto.
5.5 – Se um rolo de atadura elástica não for suficiente e quase sempre não é para o enfaixamento do coto, utilizar uma segunda atadura elástica, e se necessário uma terceira. O correto é que o coto esteja totalmente envolvido pela atadura ou ataduras elásticas e que se tenha a pressão da atadura, seja sempre inferior na extremidade do coto e menor na parte próxima da mesmo.
5.6 – Com o tempo do enfaixamento, a tendência é ficar folgado e por isso deve-se tornar a enfaixar tantas vezes quanto necessário.
5.7 – Se verificar se há alergias, vestir o coto com meia de algodão, antes do uso da faixa elástica.
6) Outras Posições Corretas 6.1 – Variando estiver em pé, manter o mais reto possível, nos amputados de coxa.
6.2 – Ficar sentado por algumas horas, colocando uma cadeira ou banco a sua frente, para apoiar o coto, se for amputado de pernas.
7) Uso de Muletas Auxiliares 7.1 – A altura das muletas e a posição das manóplas devem ser ajustadas corretamente para um uso sem grandes dificuldades.
7.2 – Muletas Altas Deverá ser evitada, pois haverá uma elevação muito grande dos ombros e conseqüente compressão axilar , que poderá provocar dormência ( formigamento ) e em alguns casos problemas mais sérios como perda da força das mãos.
7.3 – Muletas Baixas Atrapalhará a postura de difícil correção, após um período de uso.
7.4 – Nível das Manóplas O seu ajuste correto e com o nível das muletas, para evitar que o cotovelo fique em extensão excessiva. As ponteiras devem ser seguras com bom atrito ao chão e trocadas quando gastas.
8) Dos Cuidados com as Próteses 8.1 – Da Limpeza 8.1.1 – A prótese deve ser sempre limpa e mantidas nas melhores condições de higiene. 8.1.2 – A limpeza deve ser feita sempre a mão, com um pano molhado com sabão ou sabonete neutro, e depois retirar o resíduo com pano umedecido em água morna. Secar com outro pano e deixar sempre em local e a sombra. 8.1.3 – A prótese antes de ser colocada, passar no coto preparado talco neutro e em seguida é bom colocar uma meia de algodão.
8.2 – Do Cuidado no Uso. 8.2.1 – Quando estiver usando, observar se a mesma não está produzindo escoriações, se esta apertada ou folgada, ou se o seu alinhamento não está correto. Isto poderá se por perda ou aumento de peso do paciente. 8.2.2 – Procure evitar choques e impactos para não danificar a prótese. 8.2.3 – Verifique sempre a prótese não esteja com parafusos soltos ou folgados e se os tirantes estão em bom estado, bem como a normalidade das articulações. 8.2.4 – Próteses com válvula, limpar a válvula com uma escova macia. 8.2.5 – Se pegar chuvas, poças de água ou molhar a prótese, esta deverá se removida e recolocada quando estiver totalmente limpa e seca. 8.2.6 – Sujeira, areia, pedras e outros, devem ser removidos imediatamente do sapato, pois poderá interferir no mecanismo do tornozelo. 8.2.7 – os sapatos devem estar sempre em ótimo estado. 8.2.8 – Rangidos ou barulhos na prótese, verifique com o seu técnico ortopedista o problema.
9) Observações:
9. que é coto? 9.1 – Em medicina tradicional: 9.2 – É a parte de um membro ou de um órgão que permanece após a amputação parcial. 9.3 – Em medicina odontológica: 9.4- É uma porção que sobra de um dente mutilado por uma carie ou fratura, vulgarmente chamado de caco
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