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Transporte
De Crianças Deve Ser Feito Por Qualquer Tipo De Ambulância?
Ref.: 3107
1.
01) Conceito
deste Transporte:
O transporte de crianças, de 01 dia até aproximadamente 10 anos, merece um
cuidado diferente do transporte de um adulto.
O transporte deve ser feito, conforme o tipo de enfermidade ou trauma, e
conforme o estado da criança, deverá ser o tipo de ambulância.
O ideal seria possuir ambulâncias montadas, dentro das normas legais que já
existem para o transporte de adultos, mas com aparelhos, maca, cadeira, oxigênio,
para o fim que se destina, ou seja transporte de crianças com traumas ou
enfermidades graves.
Acreditamos que no Brasil, no momento, poucas empresas possuem ambulâncias para
crianças, e o transporte geralmente é improvisado, e de alto risco.
02)
Dos Procedimentos especiais com crianças no
transporte:
Temperatura:
A enfermeira e o médico (equipe médica), deverá a qualquer custo, sem medir
esforços, a neutralidade térmica, para evitar danos maiores como a Hipotermia,
que em crianças é muito grave.
Vias
Aéreas:
Antes, verificar se o transporte irá ser efetuado com entubação, se for,
deverá tomar o cuidado necessário
com o procedimento à ser feito
antes da partida, e com ambulância parada, pois se estiver em movimento pode
prejudicar a vítima. A cânula traqueal (guedel) deve ser bem afixada, para
evitar que saia do local correto durante o movimento do transporte.
A
sonda gástrica (oral nos menores de 02 anos), evitará vômitos que podem dar
desconforto respiratório. Deverá tomar cuidado necessário com a monitoração
de oxigênio e fazer as aspirações se fizer-se necessário dentro dos
procedimentos médicos.
Quando
a criança estiver com obstruções das vias aéreas superiores, deve ser
transportada, se possível for, em decúbito (sentada), com regulagens na maca
de 01 à 12 graus, em ângulos de 0º até 90º , tudo visto, orientado e
estipulado, por escrito, em ordem médica detalhadamente.
Seria
interessante que a mãe, o pai ou alguém da família acompanhasse o translado,
para acalmar a agitação da criança que certamente irá aparecer nestas horas.
c) 03)
Do
Sistema Nervoso Central:
Os sinais devem ser monitorados antes, e acompanha-los durante o transporte,
tudo em escala de coma de "Glasgow". O principal é monitorar as
convulsões, pois poderá agravar o estado da criança, provocando a hipoventilação
e a hipóxia, e não havendo suspeita de lesão cervical, que deverá estar
comprovada antes do embarque, poderá proceder a fixação do segundo cefálico
e de outras fraturas existentes. Para se fazer isto, o treinamento da equipe de
transporte, será de várias horas, com treinamento avançado.
04)
Do
Acesso Venoso:
A criança geralmente é agitada. Manter a inserção de veia de grosso calibre,
se apresentar algum problema, será necessário usar um aparelho tipo tala de
enfermagem imobilizadora. (clique aqui para ver o
produto) com a finalidade de
evitar transtorno durante o processo. A criança deverá estar com os membro
superiores imobilizados, e com um tipo de luvas imobilizadora hospitalar que
dificultam que ela retire os equipamentos médicos introduzidos em seu corpo. (clique
aqui para ver fotos da luva)
05)
Do
Sistema Cardiovascular:
Outro problema com a criança é monitorar a freqüência cardíaca e pressão
arterial, que podem apresentar sinais, preocupantes. O seu estado, poderá também
ser monitorado do estado intravascular, reserva miocardica, uso de drogas,
sedativos e ventilação. Outra monitoração, é a diurese. Aparelhos hoje portáteis,
permitem fazer uma melhor monitoração, com medições simples e constantes.
Veja
alguns produtos
06)
Do
Conforto e Melhoria do Estado da Criança no Transporte:
Como não é possível em todas as ambulâncias possuem macas infantis, o melhor
é usar a sobre - maca
MBL,
que irá substituir a maca infantil, colocada sobre a do adulto.(clique para ver
fotos do produto). Transportar crianças sem acessórios corretos, irá agravar
seu estado e quem fizer o transporte, irá ser responsabilizado pelo que pode
acontecer. E transporte impróprio é proibido pela legislação.
07) Da conduta da equipe médica de
transporte:
O
protocolo e as exigências legais, determinam que a equipe de urgência deve ser
constituída no mínimo de dois profissionais com treinamentos e cursos em
terapia intensiva e avançada em transporte de urgência. Um médico (geralmente
pediatra) e uma enfermeira, saberão certamente, porque foram treinados para
controlar e acompanhar o transporte.
Dos rádios e contatos entre a ambulância do local origem até o final:
Pelo rádio, se faz ao hospital que se dirige, ou a base do transporte, relato
constante do estado do paciente.
Estas informações estão contidas em uma ficha médica, onde constam dados
como: nome da criança, filiação, idade, peso, condições clínicas, diagnósticos,
exames e etc., necessidades poderão surgir de acordo com o local onde estão se
dirigindo. Se um parente não acompanhar, o médico e a enfermeira (que compõe
a equipe médica) deverão ter dados para contrato com os pais. Lembre-se que o
médico que irá receber o paciente deverá ter acesso completo ao prontuário
da criança, para melhor tratamento e até poder salvar a vida da criança.
08)
Da Distância de Transporte:
Outro item importante. Se a criança iniciou o transporte em estado normal, e
nada atrapalhou durante a viagem, a distância não será problema. Mas se há
estado grave e a única forma for via terrestre, a ambulância deverá parar a
aproximadamente a cada 40 (quarenta) quilômetros, para avaliação e transferência,
efetivando tratamento em uma unidade maior, com possibilidades de sanar
problemas. Após observar isto, se estiver tudo correto, poderá continuar a
remoção.
6
09)
Da documentação entre destino e origem do paciente:
Esta deverá ser a maior e mais clara possível, que além dos documentos já
citados, deverá ter um "Termo de Responsabilidade" por escrito, do
representante legal da criança. Sem este termo, a empresa de transporte poderá
ser responsabilizada e ser considerado transporte ilegal e prejudicial,
inclusive criando uma serie de problemas judiciais para o transportador.
10)Do
conceito Final:
A Remoção de criança é mais complexa e responsável do que um adulto. Os
pais, e os transportadores poderão ser os salvadores ou carrascos pelo que
acontecer. Se não possuir equipamentos, e uma equipe treinada e ambulância correta, não
deverá fazer o transporte. Seja humano, mas seja prudente com você mesmo, não assuma responsabilidades
sem equipamentos. Senhor motorista de ambulância: "Transporte com amor e responsabilidade.
Pode ser um filho seu ou um parente no transporte."
Além
dos requisitos obrigatórios já citamos em UTI, e esta quando for transportar
recém-nato, deverá ter outros equipamentos adicionais, tais como:
Requisitos
Adicionais para UTI-Móvel Neonatal (Portaria 466/MS/SVS de 04 de junho de 1998)
As UTI-Móveis para transporte Neonatal, além das demais exigências
estabelecidas neste Capítulo, devem dispor de:
a.Incubadora de transporte para recém-nascido com bateria, suporte em seu
próprio pedestal para cilindro de oxigênio e ar comprimido, controle de
temperatura com alarme. A incubadora deve apoiar-se sobre carro próprio, com
rodas devidamente fixadas quando dentro da UTI-Móvel.
b.Respirador com blender para mistura gasosa e controle de pressão expiratória
final, possibilidade de ventilação controlada e assistida, de preferência não
eletrônico.
c.Todos os demais equipamentos e materiais citados nas tabelas, devem ser
atender às especificações para uso neonatal.
d.Surfactante
e.CPAP nasal.
Marimar Ind. Com. Imp. e Exp. de
RPG Ltda.
Departamento Técnico
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